terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Passo a passo para o Ciência Sem Fronteiras - Austrália

Oi galera!

Hoje meu post é sobre o passo a passo do processo seletivo do CsF para a Austrália. Os procedimentos variam de país para país, mas até certo ponto é bem parecido. Vou falar sobre os problemas e as dificuldades que eu encontrei durante o processo e de algumas dicas que me ajudaram muito. Espero que ajude vocês também! ;)

1º Passo: Fazer a inscrição na sua faculdade e em seguida no portal do e-fomento (http://efomento.cnpq.br/efomento/). No meu processo eu não precisei fazer a inscrição no processo seletivo interno da faculdade, mas agora isso é necessário. Nesse primeiro momento eles pedem seus dados pessoais, declaração de bolsa de Iniciação Científica (se você possuir, pois não é obrigatório) e carta de recomendação (que não é obrigatória também). Para fazer a inscrição você deve possuir um Currículo Lattes. Quem tem bolsa de IC com certeza já tem, mas quem não tem pode se cadastrar na hora da inscrição também, sem problemas! Para criar seu currículo Lattes: aqui.

2º Passo: Enviar o resultado do teste de proficiência em inglês. Se você já tiver realizado o teste e já tiver o resultado no ato da inscrição, você já pode anexar o resultado (print screen da tela com os seus dados e sua nota) mas geralmente eles dão um prazo a mais para enviar o resultado do teste. Mas fique atento: os testes de proficiência aceitos (TOEFL e IELTS) são aplicados em centros específicos e em datas específicas e assim que os editais para os países de língua inglesa são abertos essas datas são rapidamente reservadas e quem não fizer a reserva com antecedência corre o risco de não achar data. Eu mesma tive que sair do Rio para fazer a prova em Minas pois não achei data para mim no RJ. O edital para o começo do ano seguinte geralmente abre em abril, e para a metade do ano seguinte geralmente abre em novembro, então planeje-se! ;)

3º Passo: Esperar a homologação pelo CNPq. Se você for homologado pela sua universidade, segundo os critérios estabelecidos por cada uma, seu nome irá para a avaliação e homologação do CNPq. Uma vez que você é homologado por eles, você recebe um email avisando que foi apenas PRÉ-selecionado e que o resultado final da sua seleção irá depender da sua alocação na universidade. Nesta etapa, além do email do CNPq você será contactado via pelo parceiro internacional, que cuida da sua candidatura nas universidades (esse parceiro varia de país para país). A partir daqui os documentos enviados, as dúvidas e os pepinos são resolvidos por esse parceiro (que no caso do Go8 - Austrália é a LAE) e o CNPq te deixa de lado um pouco. Nesta etapa você terá que acessar o link do formulário de inscrição que eles te passam por email e fazer a escolha das universidades de sua preferência (duas opções, mas isso NÃO garante que você será alocado em uma delas). Além da escolha, você deve anexar nesse formulário os seguintes documentos: histórico escolar da graduação em português e em inglês, digitalização do passaporte, sistema de notas da universidade em português e em inglês, resultado do teste de proficiência e carta de recomendação, se houver. MUITO IMPORTANTE: esse email com a solicitação dos documentos para mim chegou menos de um mês depois que eu enviei o resultado do teste de proficiência. Então eu recomendo MUITO que vocês providenciem o passaporte (válido por todo o período de duração da bolsa pretendida), o histórico e o sistema de notas da universidade E TAMBÉM suas respectivas traduções que devem ser NECESSARIAMENTE traduções juramentadas. Algumas universidades (como a minha) fazem a tradução de graça, outras não e neste caso você precisará pagar caro para um tradutor juramentado fazê-la. Esses documentos já devem estar em mão quando o email do CNPq e do parceiro internacional chegar, pois o prazo que eles te dão para enviar os documentos é muito curto. Então corre! (Desculpem as letras garrafais em excesso, mas é que essas informações são realmente muito importantes!!).

4º Passo: Uns 10-15 dias depois que você envia os documentos acima a LAE (no caso da Austrália) te manda um email dizendo em qual universidade você foi alocado, que pode ser uma das suas opções ou não. Isso depende da sua nota no inglês, do seu curso, etc. Neste email você recebe o application form para a universidade, que você deve preencher com muito cuidado. Esse é o seu 'formulário de candidatura' e é com base nele que a universidade te oferece um vaga, ou não, e quanto tempo de curso de inglês (quando for o caso) ela vai exigir. Entenda que a alocação feita pela LAE é um direcionamento para que você se aplique para a universidade em que você tem mais chances de ser aceito. Mas a candidatura oficial a uma vaga é feita por meio do application form, que você preenche e assina e é enviado para a universidade.

5º Passo: Você vai morrer de ansiedade, mas depois de uns 20-30 dias a sua offer letter chega! Nela estão descritas todas as condições da vaga que a universidade está te oferecendo. Por exemplo: a universidade pode te oferecer uma vaga, desde que você curse 6 meses de inglês e faça um novo teste de proficiência, ou pode te oferecer uma vaga diretamente, sem necessidade de curso. Isso vai depender da sua nota no teste de proficiência. Você deve assinar e enviar de volta. Além disso, eles te enviam um documento que é necessário preencher para dar entrada no visto.

6º Passo: Depois de enviar a offer letter, você tem que aguardar a chegada do seu CoE - Confirmation of Enrolment. A esta altura o resultado final do CNPq provavelmente já deve ter saído, então começam as providências para a viagem: aplicação para o visto, reserva de acomodação, cotação de passagem, etc. A primeira coisa que vocês devem fazer ao receber o CoE é conferir todos, eu disse TODOS, os dados. Não pode ter absolutamente nada errado, pois uma letra errada já invalida o CoE. Se tudo estiver correto, você já pode se aplicar para o visto. Além disso, esta já é uma boa etapa para tomar a vacina de febre amarela e fazer a carteirinha de vacinação internacional, sem a qual você não entra na Austrália. Procure saber onde tomar a vacina e onde fazer a carteirinha perto de onde você mora. Também é importante começar a estudar as possibilidades de acomodação, que são várias: homestay, sharedhouse, studentstay (pensão estudantil), hostel, alojamento da faculdade e até hotel. Digo 'estudar as possibilidades' porque o dinheiro ainda deve demorar para sair, então não tem como pagar (a não ser que você pague do seu bolso e depois reponha com o dinheiro da bolsa).

7º Passo: O visto pode ser aplicado por conta própria ou com a juda da LAE. Recomendo aceitar toda ajuda que a LAE oferecer!!! Depois que você envia o formulário de aplicação é neecssário fazer os exames médicos e enviar os respectivos resultados para a embaixada dentro de 28 dias. Os exames solicitados para o visto de estudante são o de urina e raio-X do tórax, além de uma consulta médica. A consulta e os exames só podem ser realizados em consultórios/laboratórios cadastrados na embaixada e os resultados são enviados automaticamente. Prepare seu bolso, são bem carinhos. A lista dos consultórios cadastrados pode ser encontrada aqui. Você poderá verificar o status do seu visto acessando a página da embaixada. Depois que o consultório envia os resultados dos seus exames o visto não costuma demorar para sair! ;)

8º Passo: Entenda que o processo com a universidade estrangeira e o processo burocrático do CNPq acontecem paralelamente, então alguns passos se referem a um processo e outros passos se referem ao outro. Bom, o próximo email que você receberá do CNPq (depois daquele avisando do resultado final) será para solicitar que você assine (online) o termo de compromisso de concessão da bolsa. Você precisa fornecer seus dados pessoais e dados bancários. Atenção aos dados bancários, pois o CNPq usará estes dados para depositar as três  primeiras bolsas, auxílio deslocamento, auxílio instalação e auxílio material didático para vocês aqui no Brasil. Após a assinatura desse termo vocês devem receber a carta de benefícios, listando todos os auxílios que será recebidos pelo aluno durante a bolsa. Guarde muito bem essa carta, pois ela servirá de comprovante de renda no país de destino, assim como na compra de moeda estrangeira. Agora é só esperar o dinheiro sair e gastar com muuuuuita responsabilidade!

9º Passo: Quando o dinheiro finalmente for depositado na sua conta você deve começar a providenciar a passagem aérea (o mais rápido possível, pois quanto mais tempo passa, mais ela aumenta), a acomodação e a compra de moeda estrangeira. São várias as opções, mas a que mais me agradou foi o cartão pré-pago. Você carrega uma quantidade de dinheiro nele com a cotação do dia + 0,38% de IOF e essa quantia fica lá guardada, sem estar sujeita às flutuações de câmbio. Você recebe um cartão com chip e senha, que pode ser usado com cartão de crédito e débito. Muito prático! Além disso você recebe um cartão do CNPq (nosso famoso Dilma's card rsrsrsrs) que também é um cartão pré-pago, mas que só pode ser recarregado pelo CNPq. Ele serve para depositar as outras bolsas quando vocês já estiverem no exterior. 

10º Passo: Vá com Deus! Estou nessa fase, embarco daqui a alguns dias! Depois que eu chegar lá vou fazer um post sobre quais são os procedimentos!

Muuuuuuuuuuuuuuuuuuito sucesso para todos que estejam tentando não só para a Austrália, mas para outros países também! O processo é trabalhoso, mas vale 100% a pena! Qualquer dúvida podem postar aí que eu respondo! ;)

Beijos!

domingo, 20 de outubro de 2013

Dicas para o TOEFL

Oi, nesse post eu vou falar sobre como eu estudei para o TOEFL.

Antes de falar das "táticas de guerra" eu vou situar vocês sobre a minha situação quando decidi começar a estudar: eu tinha um nível básico de inglês (segundo semestre do curso de inglês, que dura 5 anos), tive um inglês razoável no Ensino Médio, apesar de ter estudado em escola pública e, claro, fazia faculdade (= não ter muito tempo pra nada). Ah, eu tinha mais ou menos uns 3 meses e meio para estudar, pois comecei a estudar em meados de abril e fiz a prova dia 26/08. 

Eu não vou fazer uma descrição detalhada da prova aqui, mas basicamente ela é composta por 4 bandas: reading (leitura), listening (compreensão auditiva), speaking (fala) e writing (escrita). Para saber mais detalhes sobre a prova, você pode acessar o link da ETS, empresa que realiza o exame, aqui.

Como eu já fiz a prova e agora já sei o que realmente me ajudou e o que não ajudou tanto assim, vou direcionar o post para o que ajudou, ok? Vambora. 

 1. Vocabulário acadêmico

Não adianta você saber um monte de gírias, letras de rap, ouvir um monte de músicas em inglês e achar que está preparado. É claro que todo vocabulário é bem vindo, mas tente focar no vocabulário acadêmico, naquele que você provavelmente vai encontrar em textos escolares de Ensino Médio (não, eles não exigem um vocabulário mais complicado que isso). Eles sempre vão tratar de assuntos acadêmicos (biologia, história, artes, marketing, economia, etc) e por isso esse tipo de vocabulário é o mais importante. 
>> O que eu fiz: a princípio eu lia artigos do The New York Times sobre ciência e tecnologia, economia, etc. Eu aconselho a ler textos que realmente te interessem (não precisa começar a ler textos complexos de economia, se isso não te interessa). Comprei um dicionário inglês-inglês (o Longman foi o que eu mais gostei) para evitar ficar traduzindo, apesar de ter momentos em que só a tradução me ajudou. Mas evite!!! Tente entender o significado das palavras através da sua descrição em inglês. O Longman on line você pode encontrar aqui. Também existem guias específicos para o TOEFL que fornecem muitos textos no modelos da prova. Eu tirei xerox  peguei emprestado com um amigo meu e foi o que realmente me ajudou. Esses guias estão disponíveis para compra na internet, mas são bem carinhos. Se você não puder comprar tire xerox e/ou  leia os artigos de jornais online em inglês, que ajudam muito mesmo.

2. Treinar os ouvidos

Ouça o que você puder em inglês, com sotaques também, se possível. É, eles te dão lectures com sotaque australiano, britânico, etc. também. No começo é bem difícil, mas depois você começa a entender palavras soltas e depois começa a entender frases até que chega um ponto em que você vai estar entendendo boa parte ou quase tudo (parei no estágio de entender 'boa parte' hehehe). A parte do listening foi a mais difícil pra mim, mas isso varia com as dificuldades de cada um! 


3. Trace uma estratégia

Para as pessoas que têm bom inglês isso ajuda, mas para quem tem pouco inglês isso ajuda MUITO! Saber como é a prova, quanto tempo dura, qual a ordem das questões, enfim, descobrir tudo o que você puder sobre a prova é a primeira coisa a fazer (olha o site lá que eu te falei). Existem muitos sites na internet que dão dicas sobre o TOEFL, mas nenhum se iguala ao Notefull. Ele é simplesmente EXCELENTE. Usei todas as dicas que eles deram, usei todas as estratégias que eles passam e só consegui a nota por causa dessas técnicas. É muito bom mesmo, é sério. 
>> O que eu fiz: Vou descrever como estudei para cada uma das bandas, ok?
*Reading: Eu lia os textos acadêmicos (do guia do meu amigo e dos jornais) e ia grifando as palavras que eu não sabia o significado. A cada palavra desconhecida eu parava de ler e procurava o significado e a pronúncia no dicionário (já ir procurando a pronúncia já te ajuda pro speaking e pro listening). O meu dicionário vem com um CD com todas as pronúncias, mas você pode encontrá-las na internet também, até no site do dicionário on line que eu postei ali em cima. Depois de terminar eu relia todo o texto, tentando memorizar o significado das palavras marcadas (o contexto ajuda a memorizar). Também fiz simulados, que podem ser encontrados inclusive no site da própria ETS. E, claro, segui à risca as dicas do Notefull.
*Listening: Eu ouvia o máximo de coisas que eu podia em inglês. Tem um site legal da CNN, que tem vários vídeos com notícias sobre vários assuntos (aqui). Procurar a pronúncia de todas as palavras que eu não conhecia e das quais eu tinha dúvida também ajudou muito! Mas o que mais me ajudou foram as dicas do Notefull. Isso porque a prova segue um modelo fixo: são lectures ministradas por professores, debates entre alunos e professores e conversas entre estudantes sobre temas típicos de um campus universitário sobre as quais você vai responder perguntas. As informações que você precisa compreender dessas conversas são sempre as mesmas e lá eles te ensinam a fazer tabelas onde você vai poder anotar essas informações de maneira organizada e rápida para poder responder as questões, que seguem um padrão também.
*Speaking: Ouvir inglês nativo e prestar atenção na pronúncia das palavras ajuda muito. Aqui você vai ter que dar respostas baseadas no seu próprio conhecimento (descrever o dia mais feliz da sua vida, dar sua opinião sobre um determinado assunto, etc) e baseado em um pequeno texto e uma pequena conversa ou lecture que você irá escutar. O ponto crítico é que você vai ter alguns segundos para pensar na resposta (15s para as respostas 'da sua cabeça' e 30s para as respostas baseadas em texto/lecture) e alguns segundos para dar uma resposta completa e satisfatória (45s e 60s). Isso te dá muito pouco tempo para decidir o que falar, quais exemplos dar, etc. Então a melhor estratégia pra mim foi: organizar as informações em tabelas esquemáticas (Notefull galera) que poupassem tempo na hora de responder. Essas tabelinhas são simples de fazer e ajudam muito, vocês vão ver. E pratiquem MUITO!!! Gravem as respostas no celular ou com um gravador, marquem o tempo com o cronômetro e ouçam depois para analisar o que vocês podem melhorar. Praticar é muito importante para perder o medo de falar (todo mundo que não tem costume de falar inglês tem esse medinho, fato). Na hora da prova você vai ter suas respostas gravadas num computador (pesquise sobre a prova, é sério) e é importante falar com firmeza e num ritmo contínuo para não perder pontos... Ah, você vai ouvir a própria voz nos fones de ouvido enquanto fala, assim pode ver se está falando muito rápido, muito devagar, etc.
*Writing: Aqui você terá que fazer duas redações: uma 'da sua cabeça' (geralmente defendendo sua opninião sobre alguma coisa) e uma baseada em um pequeno texto e uma lecture. Enquanto eu estava lendo os textos acadêmicos eu grifava (em cor diferente das palavras desconhecidas) as expressões e phrasal verbs que eu ia encontrando no texto e que eu via que poderia ser útil na hora de escrever os textos. Grifava expressões que me ajudariam a traduzir minhas ideias em palavras. Vou dar um exemplo: quando você quer falar em inglês "diferente um do outro" você escreve "diferent from one another". Fiz uma lista com essas expressões e com os conectivos que correspondem a 'no entanto', 'dessa forma', 'além disso', pois esses conectivos dão uma fluência muito melhor ao texto e contam bastante. Mas tenha em mente que o conteúdo do seu texto em si é o que vai te dar uma alta pontuação, ou não. Além disso eu segui a estrutura proposta no Notefull, pois ela ajuda a montar textos completos, concisos e adequados às exigências do exame. As tabelas que eles propõem para organizar as informações da lecture e do texto em que a segunda redação deve ser baseada também são muito boas.

4. Pratique, pratique, pratique MUITO! E aprenda a controlar o tempo.

A prática é a parte mais importante, porque é praticando que você vai identificar suas dificuldades, memorizar as estratégias, memorizar muito vocabulário e principalmente: aprender a controlar o tempo. Esse é outro ponto importantíssimo, pois a prova em si não é um bicho de sete cabeças, o que dificulta tudo é o tempo que deve ser muito bem administrado. O tempo que eles te dão é suficiente, mas se você o desperdiçar um pouquinho que seja ele pode te derrubar. nesse ponto os simulados são uma excelente ferramenta para te mostrar onde você está demorando mais, onde você pode poupar tempo e onde vale a pena gastar mais um tempinho para prestar mais atenção. Pratique a leitura, a compreensão, a fala e a escrita, pois uma completa a outra, acredite. ;)

5. Pense em inglês

Desde que comecei a estudar para a prova eu tentava pensar em inglês o tempo todo: no ônibus, no intervalo da aula, debaixo do chuveiro (aham), no meio daquela aula monótona que me matava de tédio... Enfim, tudo o que eu pensava em português eu tentava passar pro inglês. Nesse processo você descobre muitas palavras úteis que você não sabe e isso também te ajuda a transformar suas ideias em frases 'escrevíveis'.

Bom, galera, é isso aí. Espero ajudar. essas foram as táticas que deram certo pra mim, mas podem não dar tão certo pra outras pessoas... Então seja crítico e tente aproveitar só o que vai te ajudar e descartar o que vai te fazer perder tempo. Eu estudava quase todo dia depois da aula, pois preferia estudar um pouquinho todo dia, mas tem gente que prefere estudar um monte num fim de semana... Enfim, trace sua própria estratégia e não desista porque no final vai valer a pena!!!!